Mercados Futuros 17 de maio de 2017, 20:18h

Café: Após baixas recentes, Bolsa de Nova York fecha sessão desta 4ª feira com alta de quase 300 pts

Após dois dias consecutivos de queda, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão desta quarta-feira (17) com alta próxima de 300 pontos em ajustes técnicos e recompras de fundos e se sustentaram acima do patamar de US$ 1,30 por libra-peso. Apesar da alta, ainda segue no mercado o otimismo em relação à oferta do grão na safra 2014/18.

O contrato maio/17 fechou a sessão de hoje cotado a 132,20 cents/lb com alta de 295 pontos, o julho/17, referência de mercado, registrou 134,40 cents/lb com avanço de 295 pontos. Já o vencimento setembro/17 encerrou o dia com 136,75 cents/lb e valorização de 290 pontos e o dezembro/17, mais distante, subiu 290 pontos, fechando a 140,20 cents/lb.

 

Gráfico do mercado do café na Bolsa de Nova York nesta 4ª feira – Fonte: Investing

O mercado esboça reação técnica nesta quarta-feira depois de duas baixas consecutivas que fizeram com que as cotações quase perdessem o patamar de US$ 1,30/lb. “Os futuros do arábica futuros saltaram com compras técnicas após atingirem o nível mais baixo desde 28 de abril encontrando forte apoio pouco acima de US$ 1,30”, reportou a agência de notícias Reuters com base no relato de traders.

Ainda assim, os investidores no terminal externo seguem mais tranquilos com a safra do grão neste ano nas principais origens produtoras. A colheita no Brasil já começou. “O mercado tem apontado a boa produção e oferta abundante como razões para manter viva a pressão de venda. No entanto, o dólar fraco nos Estados Unidos e as moedas valorizadas na América do Sul podem manter a oferta mundial baixa no mercado”, disse o vice-presidente da Price Futures Group e analista de mercado, Jack Scoville.

O site internacional Agrimoney reportou que o mercado também está atento aos números da colheita na Colômbia para descobrir o quanto foi significativamente baixa a colheita mitaca (colheita intermediária entre maio e julho) do país e como ela pode refletir no longo prazo.

A produção de café da Colômbia em abril, primeiro mês da colheita mitaca, caiu 20% de um ano para o outro, totalizando 834 mil sacas de 60 kg no período – esse valor mensal é o mais fraco já registrado em mais de dois anos, segundo dados do grupo de produtores colombianos, Fedecafe.

A veterana analista Judith Ganes-Chase disse que o declínio segue “muita especulação” sobre a colheita, depois das chuvas no início do ano que, segundo alguns produtores, afetaram a floração.

Outro aspecto fundamental que pode movimentar o mercado é que estão previstas chuvas para áreas produtoras de café do Brasil nos próximos dias. Diante dessa condição, fica o temor de que as precipitações de mais de 40 milímetros apontadas nos mapas climáticas possam atrapalhar os trabalhos de colheita e secagem do grão.

Segundo dados da consultoria Safras & Mercado, até o dia 8 de maio os trabalhos de colheita no campo estavam em 6%. Levando em conta a projeção da empresa de produção total de 51,1 milhões de sacas de 60 kg de café neste ano para o país, é apontado que já foram colhidas 3,2 milhões de sacas em todo o cinturão produtivo do grão.

 

Mercado interno

Os negócios com café seguem lentos nas praças de comercialização do Brasil e os preços registraram na última segunda mínimas de mais um ano, em valores nominais, com o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor registrando R$ 451,72 a saca. O menor valor até então havia sido registrado em 2 de maio de 2016, quando o Indicador registrou R$ 451,72 a saca.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação na cidade de Espírito Santo do Pinhal (SP) com saca cotada a R$ 500,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) que teve alta de 3,13% e saca a R$ 495,00.

O tipo 4/5 anotou maior valor de negociação em Franca (SP) com 465,00 a saca e alta de 1,09%. Varginha (MG) teve a maior oscilação no dia dentre as praças com avanço de 1,10% e saca a R$ 460,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação nas cidades de Franca (SP) (+1,11%), Guaxupé (MG) (+3,41%), Oeste da Bahia (-1,62%) e Varginha (MG) (+1,11%), ambas com saca cotada a R$ 455,00. Guaxupé (MG) teve a maior variação no dia dentre as praças.

Na terça-feira (16), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 444,43   e queda de 1,66%.

 

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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