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Soja: Apesar de estabilidade em Chicago, forte alta do dólar puxa os preços no Brasil nesta 4ª



Publicada as 20:15h em 17 de maio de 2017

Depois de trabalhar durante todo o pregão em campo positivo – com altas registradas pelo terceiro dia consecutivo – os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago perderam parte da força e fecharam a sessão desta quarta-feira (17) com ligeiras baixas. O julho/17, o contrato mais negociado nesse momento, ficou com US$ 9,74 e o novembro/17, referência para a safra americana, com US$ 9,65 por bushel. Nas máximas do dia, as posições bateram em US$ 9,80 e US$ 9,78, respectivamente.

O mercado internacional de grãos ainda se mostra bastante cauteloso e mantendo sua movimentação lateral, que vem sendo informada por analistas e consultores. Assim, ao alcançar alguns patamares importantes, as cotações acabaram devolvendo parte dos ganhos registrados mais cedo em um ligeiro movimento de realização de lucros.

Além do sentimento de uma demanda ainda forte pelo produto americano, os futuros da oleaginosa encontraram suporte ainda nas boas altas registradas no trigo. Ainda nesta quarta, uma nova queda do dólar frente à uma cesta de outras moedas também contribuiu para os ganhos, uma vez que o dollar index perdeu mais 0,65% e os 98 pontos, para ser cotado a 97,47.

Safra Americana

O fator protagonista para o mercado internacional, porém, continua sendo o clima no Meio-Oeste americano e o desenvolvimento dos trabalhos de campo nos principais estados produtores. E com 71% do milho e 32% da soja já plantados nos EUA, o mercado não especula só sobre o clima, mas também já a respeito do potencial da nova safra.

O doutor Michael Cordonnier, Ph.D. em agronomia, trouxe suas primeiras estimativas de rendimento para ambas as culturas e, segundo ele, estes ainda são números conservadores, já que é cedo para conhecer um direcionamento mais claro para esta nova temporada.

Para o cereal, o agrônomo espera uma média nacional de 178,87 sacas/ha, a qual, se confirmada, seria a terceira maior já registrada, ficando atrás apenas das 184,8 sacas de 2016 e das 180,97 de 2014. Já para a soja, sua projeção é de um rendimento médio de 55,75 sacas por hectare. Nesse caso, este índice seria o segundo maior do país, contra 59,07 do ano passado.

As últimas previsões climáticas, por sua vez, indicam uma nova rodada de chuvas chegando ao Corn Belt já a partir desta quarta, podendo trazer um novo período de lentidão aos trabalhos de campo. Além das chuvas, são esperadas ainda temperaturas mais frias nos próximos dias para o Meio-Oeste americano. As previsões mostram, ainda de acordo com o meteorologista sênior do Accuweather, Dale Mohler, índices com algo entre 5 e 6 graus abaixo da média para este período.

“A notícia negativa é que, no final desta semana, há sistemas bastante potentes chegando ao Meio-Oeste. Nesta quinta-feira já são esperadas muitas chuvas e há ainda outra rodada chegando, e cada uma dessas rodadas pode trazer 25,4 mm de chuva. Os produtores de Iowa poderão ficar impossibilitados de fazer qualquer coisa até o começo da próxima semana”, explica Mohler.

Caso essas chuvas se confirmem para os próximos dias e venha a comprometer a evolução dos trabalhos de campo – a qual já é, inclusive, contestada pelos produtores americanos, que dizem que o progresso estimado pelo USDA não condiz com suas realidades – o mercado poderia começar a refleti-las com alguma recuperação entre as cotações, ainda segundo explicam analistas e consultores.

Mercado Brasileiro

No Brasil, a alta de 1,23% do dólar acabou superando a ligeira realização de lucros registrada na Bolsa de Chicago. A moeda americana terminou o dia com R$ 3,1337 na venda e puxou os preços no mercado interno nesta quarta-feira.

 

 

Já nos portos, Paranaguá voltou aos R$ 69,00 no disponível, com alta de 1,62% e Rio Grande encerrou os negócios com R$ 69,10, subindo 1,62%. Para o ano que vem, R$ 70,00 no terminal paranaense e R$ 71,50 no gaúcho. Em Santos, a soja disponível subiu ainda mais – 2,96% – e fechou com R$ 69,50.

 

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
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