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Soja fecha com bom avanço em Chicago frente à força da demanda; dólar neutraliza ganhos no Brasil



Publicada as 19:12h em 16 de maio de 2017

O mercado da soja na Bolsa de Chicago registrou um novo e ligeiro rally na sessão desta terça-feira (16). Os preços começaram o atuando com mais timidez, porém, fechou com ganhos de 7 a 11 pontos entre os principais vencimentos, e assim, o julho terminou o dia com US$ 9,76 e o novembro/17, referência para a safra americana, com US$ 9,67.

A demanda ainda muito intensa, especialmente por parte da China, foi um dos principais fatores de suporte para os preços neste pregão, segundo explicou o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa. Os números mais recentes mostram que o apetite dos chineses segue ainda muito ávido, pricipalmente pelo produto norte-americano.

Nesta terça, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou – como há algum tempo não fazia – uma nova venda de soja da safra 2016/17 de 132 mil toneladas para destinos não revelados. O mercado, no entanto, especula de que o volume teria sido adquirido pela China. E há ainda especulações, como explica Sousa, de que a nação asiática, somente nesta terça, teria comprado de 300 mil a 360 mil toneladas de soja americana.

Além de uma competitividade maior neste momento da soja dos EUA, a retração das vendas por parte dos produtores no Brasil também motiva esse movimento, tal qual traz algum suporte às cotações em Chicago. “Com essa retração no Brasil, mais negócios acontecem em solo americano”, explica Camilo Motter, economista de analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais. “Esse é um movimento bem semelhante ao que aconteceu entre agosto e setembro do ano passado”, completa.

Alguns fatores técnicos também contribuíram, como a alta do petróleo e uma nova queda do dólar frente a uma cesta de moedas, o que também tornou a soja norte-americana mais atrativa para os importadores. O dollar index, nesta terça, recuo mais de 0,75 para 98,05 pontos.

Paralelamente, o mercado segue atento – e essa ainda é a questão central para o mercado internacional de grãos – para o desenvolvimento da safra 2017/18 nos Estados Unidos. O último reporte semanal de acompanhamento de safras trouxe um bom avanço dos trabalhos de campo, com o milho chegando a 71% da área semeada.

O índice, em linha com a média dos últimos cinco anos para o cereal, acaba por aliviar parte da pressão que as cotações da soja vinham sentindo com a possibilidade de uma transferência ainda maior de área para a oleaginosa, em função do clima. “Já há expectativas de que no relatório da próxima segunda (22), o plantio do milho venha próximos dos 90%, e isso é muito bom, já que a janela depois do dia 20 de maio já começa a se fechar para o milho”, explica o analista.

A soja, também de acordo com os últimos dados do USDA em seu reporte semanal de acompanhamento de safra, já concluiu o plantio em 32% da área, contra 14% da semana anterior.

Preços no Brasil

No Brasil, os preços caíram diante da pressão exercida pelo câmbio. O dólar, nesta terça-feira, perdeu 0,34% e fechou, pela primeira vez em mais de um mês, abaixo dos R$ 3,10.

“O BC abre espaço para o dólar cair mais e, com isso, também para cortar mais os juros. O (investidor) estrangeiro se anima e traz dinheiro para o país”, afirmou o operador da corretora Mirae Olavo Souza à agência de notícias Reuters.

Nesse ambiente, as altas importantes observadas na Bolsa de Chicago acabaram, mais uma vez, neutralizadas e as cotações perderam força tanto no interior do país, quanto nos portos. Entre as principais praças de comercialização, as baixas chegaram a bater até mesmo em 4,42%, como foi o caso de São Gabriel do Oeste/MS, onde o valor da saca foi a R$ 54,00 por saca.

Nos portos, Rio Grande manteve sua estabilidade em relação ao fechamento anterior e ficou com R$ 68,00 no disponível e R$ 71,00 por saca para junho de 2018. Já em Paranaguá, referências em R$ 68,00 no disponível, com baixa de 0,73% e R$ 70,00 para março do ano que vem. Em Santos, o produto disponível perdeu 1,03% para R$ 67,50.

 

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
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