Mendes vai mais longe. De acordo com ele, o impacto em outras cadeias de valor agregado, assim como carne e frango, será enorme, inclusive sobre a venda de proteína animal no mercado externo. “Com a possível retração da produção do milho, por conta do impacto dos custos logísticos provocado pela tabela, o produto deverá encarecer, tanto para o comprador na granja, quanto para o consumidor final. Lembrando que esse
commodity é fundamental para a perenidade de diversos segmentos, sendo o insumo mais importante e mais barato para a produção de proteína animal. O mercado futuro da safra de milho está travado e é uma incógnita num momento em que o Brasil poderia nadar de braçada em função da crise Estados Unidos e China”, alerta Mendes.
“O Brasil é o 2º maior produtor de milho no mercado mundial, posição conquistada com muito esforço e que está em risco agora devido ao tabelamento”, diz o representante da Anec.
O diretor aponta que, atualmente, 80% do custo do frango é alimentação. “Por isso, costumamos dizer que o frango é uma espiga que avoa”.
Leia mais notícias em Notícias Agrícolas