A pior seca nos Estados Unidos em meio século está fazendo meteorologistas com conhecimento em tecnologia e gestores de fundos voltarem à tradição de andar pelos campos para avaliar os danos no maior exportador de grãos do mundo.
Um número recorde de traders, negociadores de sementes e pesquisadores do governo já se inscreveu para ver em primeira mão o milho e a soja em um tour que passará por sete estados na próxima semana, organizado pela Pro Farmer, empresa de aconselhamento agrícola. A demanda foi tão grande que oito pessoas que se inscreveram mais tarde estão na lista de espera.
Membros do tour querem ver pessoalmente as lavouras, uma vez que as novas tecnologias, como imagens de satélite, foram lentas para detectar uma mudança nas condições no início do verão no hemisfério norte. Em outras palavras, em tempos de crise nada supera ter as mãos sujas e os pés molhados.
“A não ser que você saia ou mande alguém para ver a safra, você não é mais esperto que ninguém lá fora”, disse Chris Myers, dirigente da M6 Capital Management, conselheira de trading que enviará um novo funcionário à excursão.
A iniciativa, que manda participantes para milhares de campos a fim de contar manualmente as espigas de milho, começará na segunda-feira e oferecerá suas estimativas finais de produtividade do milho e da soja na sexta-feira.
Alguns, como o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA), vão junto para ajudar na checagem de suas próprias previsões; outros como o trader independente, Charlie Schramer, terá um material mais objetivo.
“Tentarei fazer negócios assim que retornarmos aos hotéis”, depois de encerrar as pesquisas de campo a cada dia, ele disse. “Provavelmente eu farei negociações durante a noite e o que puder durante o dia.”
REUTERS