Café arábica inicia 3ª estendendo movimento de queda nos principais vencimentos

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Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão desta segunda-feira (13) com queda de mais de 100 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado estende perdas acompanhando as informações da oferta, mas teve pressão importante da valorização do dólar ante o real no dia.

O contrato julho/19 encerrou a sessão com queda de 120 pontos, a 89,60 cents/lb e o setembro/19 anotou 92,00 cents/lb com baixa de 110 pontos. Já os lotes com vencimento em dezembro/19 recuaram 110 pontos, a 95,50 cents/lb e o março/20 registrou 99,10 cents/lb com 110 pontos negativos.

Segundo Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, os futuros recuaram nesta segunda-feira acompanhando as oscilações cambiais durante a sessão. “O real novamente passou a R$ 4,00 na venda e pressionou a Bolsa”, destacou o analista sobre o fechamento baixista na sessão.

O dólar comercial fechou a sessão desta segunda-feira nas máximas de quase três semanas acompanhando os riscos à economia global com as disputas China e Estados Unidos. A divisa encerrou o dia em R$ 3,9792 na venda com alta de 0,88%. Na máxima do pregão, a cotação bateu R$ 4,0054.

O site internacional Barchart destacou a valorização do dólar ante o real, o que acaba estimulando as exportações de café pelo Brasil, maior produtor e exportador. O mercado testou máxima de 90,50 cents/lb durante o dia, mas chegou a recuar em mínimas de 88,83 cents/lb, segundo a Investing.

“Conforme temos acompanhado desde o início do ano, tudo indica que esse ano-safra seja histórico, confirmando a eficiência com que o país atende à demanda e exigências de seus consumidores tanto no que se refere à qualidade quanto à sustentabilidade”, disse Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Operadores externos também seguem atentos com as informações da colheita do café no Brasil, que ocorre neste momento. “O mercado ainda está preocupado com grandes ofertas, especialmente do Brasil e a baixa demanda. O país está dominando o mercado…”, destacou o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Acompanhando essas informações fundamentais, o cafeicultor brasileiro enfrenta os menores patamares de preço desde 2013, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP). Para o consumidor, no entanto, o produto continua caro.

Mercado interno

Por volta das 9h48, o tipo 6 duro registrava maior valor de negociação em Franca (SP) (estável) e Araguari (MG) (-2,56%), ambas com saca a R$ 380,00. A maior oscilação ocorria na Média Rio Grande do Sul com alta de 2,74% e saca a R$ 375,00.

Fonte: Notícias Agrícolas

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