Noticias 7 de novembro de 2018, 9:52h

Automação: a ascensão da negociação eletrônica

A negociação eletrônica de renda fixa tem aumentado na última década. O relatório Sizing and Segmenting Trading in the U.S. Treasury Market – Q4 2017, da Greenwich Associates, sobre o mercado de títulos do Tesouro dos EUA  divulgou que 69% dos $487 bilhões negociados diariamente são por meio de plataformas eletrônicas. Mesmo no mercado menos líquido de títulos privados, o relatório da Greenwich Technology Transforming a Vast Corporate Bond Market – Q4 2017 reporta que 84% dos investidores estão usando a negociação eletrônica para parte dos fluxos de ordens elegíveis.

A mudança na forma de negociação, dos canais de voz para os meios digitais, cria oportunidades para que mesas de execução e traders se beneficiem da tecnologia que pode automatizar partes do fluxo de trabalho da execução de negociações – ou todo o processo.

A vantagem da automação

Produtos de automação de negociações podem ajudar traders a aumentar sua produtividade, ampliando o número de ordens que podem ser gerenciadas diariamente. Também permite que a mesa distribua o fluxo de ordens recebidas de seus gestores de carteiras em funções  ‘high touch’ e ‘low touch’ discretas.

Tipicamente, ordens ‘low touch’ são aquelas em produtos de benchmark líquido para volumes inferiores ao lote padrão em nocional, como USTs on-the-run. Por outro lado, ordens ‘high touch’ seriam aquelas de tamanho maior em nomes difíceis de achar, como títulos privados de alto rendimento, onde o gestor de carteiras quer negociar discretamente em volume de bloco. Estes são os tipos de ordens onde um trader pode se superar e ganhar um bônus quando atinge o alfa da execução.

Em vez de ver isso como uma ameaça, traders estão adotando a automação para expandir suas capacidades, se tornando mais eficientes e aumentando a rentabilidade de sua empresa.

Melhor execução em todas as negociações

Do ponto de vista regulatório e de compliance, a automação oferece uma vantagem significativa: garante que a política de melhor execução da empresa seja sempre aplicada, sem exceções. A maioria dos gestores, especialmente após a implementação da MiFID II, tem um comitê de política de melhor execução que se reúne periodicamente para revisar a qualidade da execução oferecida pelas mesas de negociação. Estas reuniões podem resultar em alterações na política e elaboração de regras, e inseridas na tecnologia de automação. Desta forma, a adoção da melhor execução evita a possibilidade de inserir tendência humana ou erros no sistema.

O que é uma boa ferramenta de automação de negociações?

As melhores tecnologias de automação de negociações oferecem uma verdadeira experiência multiativos, respeitando as nuances de cada mercado. Por exemplo, a automação de uma ordem de ações pode ser expressa como percentual do volume médio diário e permitir que o cliente faça o auto roteamento de ordens correspondentes manualmente para brokers específicos e estratégias com acesso.

Em renda fixa, uma regra completa de automação zero-touch deve fornecer uma estrutura que permite que um trader expresse a lógica complexa envolvida na seleção de dealers em uma solicitação de cotação de vários dealers. Os critérios devem considerar medidas de desempenho histórico, axes e preços de dealer, em tempo real. O sistema também precisa permitir que o trader codifique sua lógica de melhor execução para que saiba em que condições deve aceitar uma cotação.

Uma tendência que não pode ser ignorada

Empresas que ignoram a tendência de automação correm o risco de perder a competitividade. Aquelas que adotam a automação precisam dedicar tempo para criar regras que correspondam aos seus estilos de negociação.

Muitos traders, especialmente de ações, estão percebendo que podem economizar tempo e dinheiro usando ferramentas automatizadas que fazem, em minutos, o que levaria horas. Renda fixa e câmbio são classes de ativos relativamente novas neste jogo, mas estão progredindo com rapidez.

À medida que a implementação e o nível de conforto cresce, a demanda por níveis de sofisticação maiores em ferramentas de automação de negociações aumenta . Com essa inovação, ordens que eram consideradas ‘high touch’ acabarão sendo roteadas para máquinas de ‘low touch’. Sem dúvida, a ciência de dados, inteligência artificial e aprendizagem de máquina irão liderar as inovações à medida que novos métodos permitem o desenvolvimento de outros modelos cognitivos com os dados gerados em mesas de execução.

Traders de execução devem apoiar a automação e fazer parte da narrativa que está moldando a tecnologia para o futuro. Suas funções vão mudar, mas acredito que para melhor.

Fonte: Bloomberg

Compartilhe:



Comente no Facebook:

Desenvolvido por Investing.com

Livro

Mercados Futuros

Como vencer operando futuros

Adquira aqui seu exemplar
Acompanhe

Cotações Internacionais

100% gratuitas, veja agora

Facebook Notícias Agrícolas

Dúvidas sobre Mercados Futuros:

contato@operefuturos.com.br

Quer anunciar neste site? Entre em contato:

Publicidade Popular - (51)4042.9919 ou gabriel@m5agenciadigital.com.br