As cotações futuras do café arábica encerraram esta terça-feira (02) com leve baixa na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado tem perdas pela segunda sessão consecutiva assimilando as informações de ampla oferta e chega às mínimas de mais de 10 anos.
O vencimento maio/19 encerrou o dia com queda de 45 pontos, a 91,65 cents/lb e o julho/19 anotou 94,20 cents/lb com 40 pontos de perdas. O setembro/19 anotou 96,90 cents/lb com 40 pontos negativos e o dezembro/19 registrou 100,80 cents/lb com desvalorização de 35 pontos.
Os futuros oscilaram entre a mínima de 91,30 cents/lb e máxima de 92,55, segundo o site de cotações Investing. As mínimas são as mais baixas em 13 anos. Já na véspera, quando registrou quedas de mais de 200 pontos, o mercado havia testado baixas históricas de olho na oferta.
“O mercado ainda está preocupado com a ampla oferta, especialmente do Brasil e a baixa demanda. O Brasil teve uma grande produção na safra atual, mas a próxima deve ser menor, pois é de bienalidade negativa”, disse o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.
O mercado acompanha os recentes dados de oferta que apontam que o Brasil exportou no mês de março 3,209 milhões de sacas de 60 kg de café com uma alta de 41,1% ante o mesmo mês no ano de 2018. Na véspera, esse dado repercutiu fortemente e ainda segue no radar dos operadores.
“Os estoques de café monitorados pela ICE totalizaram 2,490 milhões de sacas de 60 kg na sexta-feira com apenas -0,5% abaixo do que o registrado em 22 de março”, noticiou na véspera o site internacional Barchart. Os Estados Unidos são um dos maiores consumidores de café do mundo.
Os negócios no mercado brasileiro de café seguem isolados, mas sempre ocorrem em momentos que o cafeicultor precisa fazer caixa, segundo informam analistas. Nesta terça-feira, a maioria das praças do tipo 6 duro tiveram queda e os preços seguem abaixo de R$ 400,00 a saca.
O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 418,00 e queda de 0,73%. A maior oscilação no dia foi registrada em Varginha (MG) com queda de 1,27% e saca a R$ 390,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 390,00 e queda de 1,27%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Vitória (ES) com saca a R$ 442,00 – estável. A oscilação mais expressiva foi verificada em Espírito Santo do Pinhal (SP) com queda de 5,13% e saca a R$ 370,00.
Na segunda-feira (1º), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 387,09 e queda de 1,52%.