Noticias 8 de agosto de 2018, 14:14h

Exportações da China aceleram em julho mesmo com guerra comercial dos EUA

As exportações chinesas aumentaram mais do que o esperado em julho, apesar dos impostos norte-americanos e do visado superávit com os Estados Unidos ter permanecido perto de recordes, enquanto as duas principais potências econômicas do mundo intensificam a disputa que alguns temem afetar o crescimento global.

As exportações em dólares chinesas subiram 12,2 por cento em julho sobre o ano passado, enquanto as importações saltaram 27,3 por cento, superando as previsões, boas notícias para as autoridades que buscam amenizar o impacto da disputa comercial com os Estados Unidos.

A China registrou superávit comercial de 28,05 bilhões de dólares no mês passado, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira. Analistas previam que o superávit comercial cairia ligeiramente para 39,33 bilhões de dólares em julho, ante 41,47 bilhões de dólares em junho.

Pesquisa da Reuters com analistas também previu que os embarques de julho do maior exportador mundial aumentariam 10 por cento sobre o ano anterior, desacelerando ligeiramente em relação ao ganho de 11,2 por cento em junho.

O levantamento também mostrou que a previsão era de crescimento de 16,2 por cento nas importações no mês passado, ante 14,1 por cento em junho.

O desempenho comercial da China teve forte começo neste ano, apoiado pela demanda sustentada no país e no exterior. Mas a perspectiva de exportação está sendo afetada pela disputa comercial acalorada com os Estados Unidos.

Na última ação do presidente dos EUA, Donald Trump, para pressionar Pequim a negociar concessões comerciais, Washington informou que vai começar a cobrar tarifas de 25 por cento sobre outros 16 bilhões de dólares em produtos chineses em 23 de agosto.

A China já advertiu repetidas vezes que vai revidar quaisquer outras medidas punitivas de Trump, dizendo que os Estados Unidos estão ameaçando a ordem de livre comércio global com seu protecionismo.

E anunciou tarifas retaliatórias sobre 16 bilhões de dólares em produtos norte-americanos, que terão como alvo commodities como gás natural, carvão e combustíveis.

Todos os principais jornais estatais da China publicaram um longo comentário da agência de notícias oficial Xinhua, intitulado “declaração”, em suas primeiras páginas.

“Certas pessoas vão contra a maré para seus próprios fins pessoais e vão contra a moralidade; a barreira das tarifas aumenta arbitrariamente, e o bastão da hegemonia é levantado por toda parte”, disse a declaração.

“Embora isso possa, por um momento, provocar prazer, será difícil resolver os desequilíbrios econômicos ou políticas fora de ordem e outros problemas profundamente enraizados”, afirmou.

Wall Street opera estável com otimismo sobre resultados ofuscado por tensões comerciais

Por Amy Caren Daniel

(Reuters) – Os mercados de ações norte-americanos operavam estáveis nesta quarta-feira, depois que a China retaliou as últimas tarifas do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificando as tensões comerciais e ofuscando os fortes resultados corporativos.

Às 12:06 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,09 por cento, a 25.607 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,053875 por cento, a 2.857 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq.

A China disse que vai impor tarifas adicionais de 25 por cento sobre 16 bilhões de dólares em produtos norte-americanos, respondendo em igual medida à nova rodada de tarifas dos EUA.

O índice de referência S&P 500 recuava depois de ter se aproximado de sua máxima recorde, após quatro dias consecutivos de aumento.

O setor de energia recuava 0,75 por cento e representava o maior peso na queda do S&P, já que os preços do petróleo recuavam devido à desaceleração das importações chinesas e a questões comerciais.

O setor industrial recuava 0,3 por cento, com a queda nas ações de empresas sensíveis ao comércio, como a Boeing e a Caterpillar.

No entanto, o setor de saúde recebia um impulso com o avanço de 3,8 por cento da CVS Health e um aumento de 2,8 por cento da Aetna. A CVS superou as estimativas dos analistas para o lucro trimestral ajustado, conforme a venda de remédios controlados em suas unidades aumentou.

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Fonte: Reuters

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