No dia em que celebrou os 65 anos da Volkswagen do Brasil, apresentando mais um modelo da estratégia de renovação da marca alemã no país, Pablo Di Si ressalta a maior ofensiva de produtos da história da montadora no Brasil para voltar à liderança e “ganhar o jogo” num mercado que deve chegar a 2,5 milhões de veículos vendidos em 2018.
Grupo alemão está investindo R$ 7 bilhões no desenvolvimento e lançamento de 20 novos veículos entre 2017 e 2020 com foco em recuperar a liderança no mercado de automóveis e comerciais leves, perdida no ano 2000. “Gostaria de alcançar a meta de liderança do mercado antes de 2020”, disse Di Si, de 48 anos, em entrevista em 23 de março, sem fixar uma data e acrescentando que a reconquista “tem que ser sustentável”.
Definindo-se como focado e vivendo pelo resultado, Di Si disse que só quer ganhar, “mas não a qualquer custo”. “Se algum concorrente começa a fazer loucuras, eu não vou seguir”, disse o executivo, que assumiu em outubro de 2017 como presidente e CEO da Volkswagen Região América do Sul, América Central e Caribe, e Brasil. “Não vou comprar mercado. Temos que concorrer com produto, com qualidade, com segurança.”
O executivo aponta como primeiros sinais dessa nova estratégia os números do primeiro trimestre do ano, com o mercado crescendo 22% em relação ao mesmo período de 2017, enquanto a Volkswagen avança 43%. E atribui esse desempenho à volta da demanda interna por carros e à “maior ofensiva de produtos da história” da marca, iniciada em outubro do ano passado.
A matriz, Volkswagen AG, disse em seu cenário para 2018 que espera um crescimento perceptível na demanda por automóveis e comerciais leves nos mercados da América do Sul em relação a 2017. “Até 2020, nosso objetivo é posicionar nossa marca como a maior em volume e torná-la o principal fabricante em volume”, disse em 14 de março Herbert Diess, presidente global da marca Volkswagen, durante a conferência anual de mídia. “Nosso progresso em direção a essa meta é demonstrado pelas conquistas no Brasil. Após a conclusão bem-sucedida de nossos esforços de reestruturação, crescemos quase 20% no mercado mais importante da América do Sul”.
“Começamos a ver a saída do fundo do poço. Não quer dizer que estamos bem, quer dizer que estamos muito melhor. Mas ainda falta”, disse o executivo lembrando entre os erros do passado a falta de produtos competitivos da marca no país nos últimos 8 anos. “Fomos a região que mais cresceu no mundo Volkswagen em 2017 em relação a 2016, 25%”, comemora Di Si, dizendo que “este ano, se não formos a maior, estaremos perto”.

