Os países do grupo do G20, que fizeram um balanço sobre o terceiro aumento dos preços globais dos alimentos em quatro anos, vão esperar pelo relatório da safra de setembro do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA), antes de decidir sobre uma ação conjunta sobre a questão, disse o ministro da Agricultura francês nesta terça-feira.
Autoridades sênior realizaram uma teleconferência na segunda-feira por conta do aumento dos preços, depois da seca nos Estados Unidos e das baixas safras da Rússia e da região produtora do Mar Negro estimularem novos temores sobre a oferta de alimentos e a inflação.
“Haverá uma comunicação ao final de setembro. Vou esperar pelos resultados dados pelos Estados Unidos por volta de 12 de setembro sobre as últimas estimativas para oferta de milho”, disse o ministro francês para Agricultura e Alimentação, Stephane Le Fool, à BFM TV.
A decisão de esperar pelo relatório do USDA foi tomada em teleconferência entre autoridades da França, Estados Unidos e o México, atualmente na presidência do G20, na segunda-feira. Representantes da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Banco Mundial também estava na teleconferência, segundo o porta-voz do ministro.
O diretor da FAO pediu uma ação coordenada ao G20 na segunda-feira para aliviar as preocupações sobre os preços dos alimentos.
A França, que atualmente preside o órgão de agricultura do G20, disse inicialmente que a decisão seria baseada no relatório do Sistema de Informação de Mercado Agrícola, criado pelo G20 no ano passado, também em meados de setembro.
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