Milho abre a sexta-feira subindo em Chicago e na B3; acima de R$ 60 em Campinas

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A sexta-feira (03) começa com os preços internacionais do milho futuro mantendo o caminho no campo positivo da tabela na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam elevações entre 3,50 e 4,50 por volta das 09h04 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à US$ 3,37 com valorização de 4,25 pontos, o julho/20 valia US$ 3,43 com alta de 4,50 pontos, o setembro/20 era negociado por US$ 3,46 com ganho de 4,25 pontos e o dezembro/20 tinha valor de US$ 3,53 com elevação de 3,50 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho seguiram os futuros de energia mais altos novamente nesta manhã, com otimismo em relação a possíveis cortes na produção global e na esperança de uma trégua entre a Rússia e a Arábia Saudita.

A demanda internacional por milho dos Estados Unuidos 2019/20 diminuiu em relação à semana anterior, de acordo com o relatório semanal de vendas de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado na quinta-feira.

“No entanto, não foram todas as más notícias, pois os embarques de exportação aumentaram 16,2 milhões de bushels para 49,5 milhões de bushels na semana”, aponta a analista Jacqueline Holland.

B3 (Bolsa brasileira)

A bolsa brasileira também operava com ganhos para os preços futuros do milho com as principais cotações subindo entre 1,01% e 3,08% por conta das 09h23 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à R$ 48,89 com alta de 1,01%, o julho/20 valia R$ 45,50 com valorização de 2,34%, o setembro/20 era negociado por R$ 43,70 com estabilidade e o novembro/20 tinha valor de R$ 45,61 com elevação de 3,08%.

Milho acima de R$ 60 por saca em Campinas-SP, aponta Scot

Apesar da menor movimentação nas últimas semanas, em função da pandemia do coronavírus, quem precisou comprar milho se deparou com uma menor intenção do lado vendedor e pedidos de preços mais altos pelo cereal.

O dólar em alta, as incertezas climáticas (segunda safra de milho em fase de desenvolvimento) e expectativas de estoques menores nesta temporada continuam dando sustentação às cotações no mercado interno.

Do lado da demanda pelo cereal, o consumo doméstico foi pouco afetado, já que a produção pecuária não parou em meio a conjuntura atual.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos ficou cotada em R$61,50 (2/4), sem o frete, uma alta de 9,5% em relação à média do mês anterior.

Na comparação com abril do ano passado, o preço do milho subiu 60,3% este ano. A cotação vigente é recorde, em valores nominais.

A expectativa é mercado firme em curto e médio prazos e altas nos preços não estão descartadas até que se tenha uma ideia melhor do volume a ser colhido na segunda safra, que é a safra principal e cuja colheita começa em junho nas principais regiões produtoras do país.

Ou seja, até meados de maio, começo de junho, caso não haja nenhuma mudança do lado da demanda e do câmbio, o viés é de alta no mercado do milho. (Scot Consultoria)

Fonte: Notícias Agrícolas/Scot

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