As operações de modal rodoviário, que representam 70% das operações do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, foram retomadas nesta quinta-feira (31) e a expectativa da entidade que representa as agências de navegação é que a logística no cais volte ao normal em 10 dias. A greve nacional dos caminhoneiros deixou o fluxo de caminhões completamente parado no Porto por 10 dias e a estimativa é que o prejuízo seja de mais de R$ 370 milhões.
No início da manhã de quinta-feira (31), 1.500 militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Polícia Rodoviária Federal, chegaram ao local com veículos blindados para fazer a garantir da entrada e saída dos caminhões, que ainda estavam dentro dos terminais. Já de noite, a categoria decidiu encerrar a greve, após assembleia realizada no local.
“Levará cerca de 10 dias para que o fluxo no Porto de Santos volte à sua normalidade. Nesse primeiro momento, caminhões têm que retirar os contêineres vazios e levar para as plantas, abastecendo e trazendo de volta”, explicou o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima (Sindamar), José Roque.
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Após assembleia entre representantes de três associações e o governador de São Paulo Márcio França, os 1.600 caminhoneiros autônomos que ainda permaneciam no Porto de Santos decidiram encerrar a greve na madrugada de sexta-feira, 1. A Polícia Militar, tropas do Exército e da Marinha, que estão no local desde quarta-feira para liberar os acessos ao porto, devem permanecer para garantir a segurança e evitar novas mobilizações.
“Com a volta ao trabalho no Porto de Santos o país retorna à normalidade. Os caminhoneiros e o governo do Estado de São Paulo fizeram do diálogo o caminho para a solução de um problema que afetou o Brasil. Isso é a prova de que a boa política representa o melhor caminho para enfrentar as crises”, ressaltou Márcio França.
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