O tempo quente e seco nos países do leste e sul da União Europeia atingiu severamente as perspectivas para colheita de milho do bloco neste ano, aumentando a pressão em um mercado global que já possui uma safra norte-americana devastada pela seca, disse uma consultoria de grãos.
A Strategie Grains disse em seu relatório mensal de monitoramento de safra nesta quinta-feira ter reduzido sua perspectiva para a produção de milho da UE em 7,1 milhões de toneladas para 58,1 milhões de toneladas, 13 por cento abaixo da safra do ano passado.
“O desenvolvimento de milho foi severamente impactado pelo clima quente e seco na Europa central e ao sul”, disse a consultoria francesa. “O dano é irreversível, apesar de uma melhora no clima poder fornecer melhores condições para o enchimento de grãos que existem.”
O clima adverso levou a consultoria a reduzir sua previsão de produção para a Hungria, Itália e Romênia –três grandes produtores de milho da UE– em 2 milhões de toneladas cada e reduzir sua perspectiva para Grécia, República Tcheca, Eslováquia e Bulgária em um total de 1,1 milhão de toneladas.
As perdas foram compensadas em pequena medida por uma revisão para cima de 680 mil toneladas para França e Espanha, refletindo melhores perspectivas de produtividade e aumento da área, respectivamente, disse a Strategie Grains.
Os mercados de grãos foram abalados nos últimos dois meses pela pior seca em mais de 50 anos nos Estados Unidos, que dizimou safras no maior produtor mundial de milho e levou os preços a máxima de todos os tempos.
“O cenário no mercado global sofreu um aperto considerável desde o mês passado, com a produção revisada para baixo em quase 70 milhões de toneladas devido às secas nos EUA, nos Balcãs, parte da UE e países do Mar Negro”, disse a Strategie sobre o cenário global de milho.
REUTERS